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Notícias
  Sexta, 27 Abril 2018

O Secretário-geral do PSD, Rui Abreu, destacou hoje, em entrevista ao JM, que ,“ao longo de 40 anos, o PSD disputou dezenas de eleições e tem vencido”. “Depois de nós assumirmos a direção, já disputámos quatro eleições em tão pouco tempo. Entre elas houve umas regionais, em que conseguimos manter a maioria absoluta na Região, quando muitos diziam o contrário”, disse.

Segundo o Secretário-geral, a cada ato eleitoral, renova-se um novo desafio e estamos em 2018, mas já a pensar e a preparar as eleições de 2019”.

Rui Abreu sublinhou a particularidade de, no próximo ano, serem disputadas três eleições, as europeias, as nacionais e as regionais, salientando que estas últimas são as que assumem uma maior importância para os madeirenses, os quais sabem “votar de forma diferente em cada eleição”.

Sobre o panorama atual da política, o dirigente social-democrata afirmou que hoje “assistimos a muito ruído nas redes socais, muitas ‘fake news’, mas as pessoas não são cegas, nem surdas, porque falta ainda algum tempo para as eleições e para o PSD cumprir o plano que apresentou. Estou certo que, depois, os madeirenses vão fazer a sua avaliação do que foram estes quatro anos e meio de trabalho”.

Rui Abreu salienta que o PSD sempre respeitou todos os partidos adversários, mas fica surpreendido quando o presidente da Câmara Municipal do Funchal disse, esta semana, que todos os dias preparava as eleições regionais dc 2019. “Isto significa que não temos presidente de Câmara, neste momento, no Funchal. Um homem que assume o compromisso com os funchalenses, como fez, e passadas três semanas rasga esse contrato, não sei se podemos confiar numa pessoa dessas.”

Lembrando que conhece bem a CMF, porque lá trabalhou 28 anos, o Secretário-Geral do PSD afirma que não se vê qualquer trabalho. “Vejo agora uma obra na Rua do Bom Jesus, que é indiscutível que precisava de uma nova pavimentação porque para transitar lá quase que era preciso um 4x4. A renovação das suas redes de esgotos e da reestruturação do subsolo, claro que era preciso, mas depois não se percebe o que está a ser feito, cortando uma faixa apenas entre a Rua das Hortas e a Rua da Conceição”.

O PSD está atento a essas situações, estando, de acordo com Rui Abreu, “a fazer uma boa oposição”, denunciando o que está a ser mal feito na cidade. “Por exemplo, os pavimentos da maioria das ruas do Funchal estão lastimosos, porque não há investimento há vários anos.” Recorda que foi feito um grande investimento nas redes de águas e esgotos do Funchal, de dezenas de milhões de euros, “mas nunca mais se fez investimentos e agora temos derrames e uma perda de água bastante acentuada, com custos financeiros”.

Sobre o contencioso da autonomia da Madeira, Rui Abreu disse estar outra vez na ordem do dia como não estava há algum tempo, “porque a Madeira esteve sujeita a uma dupla austeridade, mas cumpriu as suas obrigações. O INE veio confirmar recentemente isto. Nesse aspeto António Costa esteve muito mal na qualidade de primeiro-Ministro ao vir dizer que a Madeira estava a contribuir para o agravamento do défice, quando era exatamente ao contrário.”

Além do mais, existe a questão da continuidade territorial que não pode ser regionalizada. “Se Portugal quer continuar a ter regiões insulares, isso tem custos que devem ser assumidos pelo Estado.”

O Secretário-geral considera que “as relações com a Região só podem melhorar quando o Governo da República cumprir com as suas obrigações e assumir 50% do hospital, por exemplo”. De resto, cumprindo aquilo que foi afirmado pelo Primeiro-ministro quando veio à Madeira.

Já enquanto candidato, e também numa deslocação à Região, “achou uma coisa do outro mundo os juros da dívida da Região. E isso significava 140 milhões de euros para a Madeira”.

Disse por isso não ter dúvidas que esse adiamento, até 2019, está a ser feito de forma propositada.“ Esta estratégia do PS tomar o poder na Madeira, que é o único sítio onde ainda não é poder, já não é camuflada.”

Mais ridículo, adiantou, é alguém dizer que foi a Lisboa dar um murro na mesa que ninguém ouviu.

Sobre a atuação do Governo Regional, Rui Abreu, sublinhou que, “depois de recuperar a economia não nos podemos cingir à questão financeira e os indicadores económicos da Região são altamente favoráveis”. É, por isso, que “agora muito do investimento público surge em obras que estavam suspensas.