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  Domingo, 29 Abril 2018

O presidente do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, alertou hoje que a Região está cercada por um governo de esquerdas baseado na “mentira”, no “simulacro” e no “engano”. Um governo que não assume as suas responsabilidades, que não respeita os cidadãos madeirenses e que utiliza os poderes do Estado para prejudicar a Madeira.

“Este governo das esquerdas continua a enganar os portugueses. Quando tomou o poder a primeira coisa que disse é que ia reverter a austeridade e ia devolver os rendimentos aos cidadãos. Aconteceu exactamente o contrário”, constatou Miguel Albuquerque, em São Vicente, durante a sessão de encerramento do XXII Congresso Regional da JSD/M que empossou Bruno Melim como presidente da ‘Jota’ para o próximo biénio.

“Enquanto na Madeira baixamos os impostos em dois anos devolvendo 37 milhões de euros, o Governo da República aumentou os impostos indirectos, como nunca se viu em 22 anos, e cobrou 42 mil milhões de euros de impostos indirectos, que são os mais injustos, correspondendo a 37% do PIB”, contabilizou, dizendo que em mais de 30 anos nunca um Governo da República apostou tão pouco no investimento público.

“Deixaram de investir nas estradas, deixaram de investir nos hospitais, deixaram de investir na Educação, deixaram de investir nas infra-estruturas”, apontou, dizendo que em Lisboa os hospitais estão degradados, os serviços não funcionam e o investimento nos serviços sociais não foi concretizado.

Estamos a viver da propaganda, do simulacro e da mentira política, acusou Miguel Albuquerque, continuando: “Enquanto os serviços de saúde e de educação se degradam tudo está num caos. Eles vão gerindo o caos, os sindicatos vão engolindo elefantes, e está tudo calado porque a grande mentira em Portugal é que este governo retomou o investimento e devolveu rendimentos. É a maior mentira do século.”

E na Madeira o Governo da República está a utilizar os poderes do Estado no sentido de cercar e prejudicar a Região, pensando que com esta estratégia conseguirá tomar o poder em 2019, disse exemplificando com o Passe Sub23, a revisão do subsídio de mobilidade e com a taxa de juros cobrada aos madeirenses.

“Os estudantes universitários devem ser abrangidos em igualdade de circunstâncias pelo passe Sub23 quer no Minho, quer no Algarve, quer na Madeira, quer nos Açores”, defendeu. Mas visto o Estado não assumir as “suas responsabilidades”, o Governo Regional vai assumir o pagamento do Passe Sub 23 para os estudantes universitários na Madeira já a partir de maio.

Em relação à revisão do subsídio de mobilidade, Albuquerque é contundente. “Estamos há dois anos à espera da revisão do modelo. O que nos resta fazer, face ao desrespeito do Estado para com os cidadãos da Madeira é fretar os aviões para os estudantes no Natal e na Páscoa”.

Mas foi o PSD, o Partido que “liderou” o desenvolvimento integral da Região, lembrou. “Foi o nosso Partido que conquistou a liberdade dos madeirenses. Foi o nosso Partido que desde o 25 de Abril pegou nos destinos da Região e construiu uma sociedade de desenvolvimento, de justiça e de equidade social. Foi o nosso Partido que liderou a grande causa autonómica.” Uma Autonomia que permitiu que a Madeira passasse de uma das regiões mais pobres do País para uma das mais desenvolvidas, sublinhou, dizendo que conta com a JSD e com o novo líder da ‘Jota’ para garantir a democracia e o aprofundamento da Autonomia da Madeira.

“Hoje passados estes anos todos a nossa luta permanece a mesma. Portugal continua a ser o País mais centralista da Europa” que aloca apenas 12% da despesa pública aos órgãos de base regional e local ao contrário daquilo que acontece na Europa onde este valor ultrapassa os 40%, vincou Albuquerque dizendo que “hoje temos um desafio”: o de lutar por aquilo que achamos justo defender” no que diz respeito ao desenvolvimento e ao futuro da Madeira.

“Por isso conto com a JSD, conto com todos, para as lutas que temos pela frente. Não são lutas fáceis. São lutas que vão exigir determinação, vão exigir espírito combativo, vão exigir garra, vão exigir coragem” alertou, dizendo que o objetivo é “no próximo ano a Madeira continuar a ser governada pelos madeirenses”, uma vez que os “nossos adversários são peões manietados pelo poder central”.

“Temos uma jornada titânica para vencer, e vencendo asseguramos o futuro para a Madeira”, concluiu agradecendo o trabalho desenvolvido pelo presidente cessante da JSD/M, André Alves.