Árvores amarradas com cabos de aço, outras visivelmente doentes. Caminhos pedonais obstruídos por troncos. Muros de suporte a precisar de intervenção. É este o cenário de insegurança e de desmazelo que se vive no Largo da Fonte passados 10 meses após a tragédia do Monte.
A Câmara Municipal do Funchal tem-se multiplicado em anúncios de projetos, mas no terreno continua praticamente tudo igual. “O executivo da Câmara fala em projetos de requalificação, fala em avaliações, fala em projetos urbanísticos e paisagísticos, e aquilo que vemos é uma intervenção descoordenada, são árvores amarradas com cabos de aço”, denunciou a vereação do PSD, alertando para o clima de insegurança para quem vive, trabalha e passa pelo Largo da Fonte.
“As pessoas continuam a sentir-se inseguras. São moradores, são comerciantes, são os Carreiros do Monte, são as pessoas que por aqui passam, e não sabem o que é que a Câmara anda a fazer neste Largo”, referiu Rubina Leal.
Acusando a Autarquia de se contradizer, e de nunca concretizar aquilo que promete, a vereadora social-democrata lembrou que em 2016 a CMF anunciou que iria investir meio milhão de euros para requalificar o Largo da Fonte, e em 2018 anunciou outros tantos projetos para o Monte. “É só contradições. Desconhece-se o que está a ser feito no Largo da Fonte, desconhece-se que peritagens foram feitas e qual o resultado das avaliações”, notou Rubina Leal, dizendo que a Autarquia não respeita a população nem as instituições e que “já chega de tapar o sol com a peneira”.
“Isto é um desrespeito para com toda a população, é um desrespeito para com as famílias das vítimas. Isto demonstra o laxismo, o desmazelo e a descoordenação desta Autarquia face ao Monte”, disse a vereadora do PSD, ressalvando que se no caso do 15 de agosto cabe à Justiça tratar, já a manutenção do Parque Leite Monteiro é da competência da Câmara Municipal do Funchal. “E não me venham acusar de aproveitamento político”, avisou, continuando: “Eu estou preocupada com o Funchal, com os funchalenses e com a segurança no Monte, ao contrário de outros que não respeitam as instituições, que não assumem as suas responsabilidades na gestão do Concelho.”
Exemplificando com a o braço de ferro que a CMF mantém com Junta de Freguesia do Monte, Rubina Leal diz que a Autarquia continua a obrigar, a exigir e a manipular a Junta de Freguesia para que assuma a manutenção do percurso entre o Largo da Fonte e a Igreja, quando este pertence ao Parque Leite Monteiro e é da responsabilidade da Câmara. "A Autarquia sempre efetuou a limpeza e manutenção daquele percurso, que é parcela integrante do Parque Leite Monteiro”, finalizou.





