O presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF) chantageia a Junta de Freguesia do Monte e tem agido de má-fé na questão do embargo à Ponte Nova. Estas foram as conclusões apresentadas hoje pela vereação do PSD após a reunião de Câmara.
“A Junta de Freguesia do Monte é a única junta de freguesia do Funchal que ainda não assinou o contrato de execução”, constatou Rubina Leal, que acusou o presidente da Autarquia de assumir uma postura de “prepotência” e de “irresponsabilidade”.
“O senhor presidente de Câmara tenta, de alguma forma, chantagear a presidente da Junta de Freguesia do Monte dizendo que ou ela aceita fazer a manutenção do percurso que vai do Largo da Fonte à Igreja e é parte integrante do Parque Leite Monteiro ou então fica sem a manutenção e limpeza de todos os outros caminhos da freguesia.”
Rubina Leal ressalva que “não comenta o processo que está a ser investigado pela justiça”. Já a gestão do Parque Leite Monteiro “é da inteira responsabilidade da Câmara Municipal do Funchal.”
Dizendo que não se percebe exatamente qual a intervenção prevista para o Largo da Fonte, o que deixa a população insegura, a autarca lembrou que a CMF anunciou em 2016 um investimento de meio milhão para a requalificação do Largo da Fonte. “Neste momento os moradores, os comerciantes vivem um sentimento de insegurança e as pessoas querem saber quais as intervenções que ali estão a ser feitas.”
Em relação à questão da classificação das pontes como sendo de interesse municipal, Rubina Leal lamenta que a Câmara não aja de boa-fé, exemplificando com o embargo da Ponte Nova. “Se existisse boa vontade por parte da Câmara, o embargo já poderia ter sido levantado”, até porque o Governo Regional já entregou o novo projeto à Autarquia. Esta por sua vez está a concluir um projeto coincidente.
“Não há diferença entre um projeto e o outro para a Ponte Nova e temos ali uma obra parada que traz constrangimentos para a população de todo o Concelho e para os comerciantes da zona”, concluiu.





