Pedro Coelho, foi reeleito hoje para um novo mandanto à frente da ARASD, no VI Congresso dos Autarcas Sociais-Democratas da Madeira. Levou ao Congresso, onde estiveram presentes mais de 300 autarcas, o programa para o próximo quadriénio. Na Moção ‘Em Defesa da Autonomia e do Poder Local’, que foi aprovada por unanimidade, o presidente da Autarquia de Câmara de Lobos elencou os prinicipais objetivos do programa.
“A Autonomia tem sido muito mal tratada”, começou por dizer Pedro Coelho, vincando que mesmo sendo “imperfeita” a Autonomia tem sido um processo moroso e em construção. “Hoje, o que vemos é algumas pessoas que estão a pôr em causa essa Autonomia por vaidades pessoais, por egos demasiado grandes. Vemos presidentes de Câmara ir a Lisboa tentar resolver assuntos que não são da sua competência, ignorando que na Região temos um Governo Regional, temos uma Assembleia Legislativa da Madeira”, referiu.
Pedro Coelho mostra-se por isso preocupado, pois não quer “voltar ao passado” quando os madeirenses eram governados a partir de Lisboa, referindo que nunca houve tantas visitas de Secretários de Estado e Ministros que se deslocam à Região, não para resolver os problemas da Madeira, mas para participarem em convenções partidárias.
Na moção Pedro Coelho defendeu, também, uma maior descentralização e autonomia das Autarquias, sempre acompanhada com o reforço dos necessários meios financeiros, logísticos e dos respetivos recursos humanos. Falando sobre a revisão da Lei das Finanças Locais que está em cima da mesa na Assembleia da República, Pedro Coelho diz que esta viola a Autonomia Regional e que mais uma vez o Estado central esqueceu-se das Autarquias das Regiões Autónomas.
Para o Secretário-Geral do PSD/M, a Região tem uma enorme dívida de gratidão para com os autarcas eleitos pelo Partido longo das últimas décadas, considerando que o Congresso é "um momento de reflexão e de preparação para os futuros combates eleitorais.”
Os autarcas social-democratas têm sido “baluartes decisivos” no desenvolvimento socioeconómico de todos os concelhos e todas as freguesias da Madeira e Porto Santo, que “têm uma marca indelével das nossas políticas, da nossa visão”, sublinhou Rui Abreu.
Agora, num tempo em que o Partido não é hegemónico localmente, deve adaptar-se a esta nova realidade, referiu o Secretário-Geral, sublinhando que o Congresso marca o início de uma “nova etapa”, assente na união e na interajuda. “Uma etapa onde eu espero que os autarcas mais experientes consigam ajudar os menos experientes. Uma etapa onde eu espero que a ARASD esteja sempre presente na ajuda aos nossos eleitos, independentemente do resultado eleitoral”, sublinhou Rui Abreu.
Álvaro Amaro, presidente nacional dos Autarcas Sociais-Democratas, também esteve no Congresso Regional, falando sobre união e mobilização do Partido. “Devemos estar mobilizados. A união constrói-se na mobilização”, disse, elogiando a obra social-democrata realizada na Região pelo PSD/M, que é um exemplo a nível nacional.





