Miguel Albuquerque afirmou, na inauguração de uma unidade hoteleira, que o 'boom' económico a que se assista na Madeira é uma consequência do investimento privado, mas também "das políticas que foram prosseguidas". "Nada acontece por acaso. Nós hoje temos uma região que está em crescimento económico há 58 meses de forma contínua, temos a menor taxa de desemprego desde há sete anos e temos algo que é fundamental, que é ter os compromissos de governação quase totalmente executados, incluindo a progressiva redução da taxa fiscal".
Face a esta realidade, Miguel Albuquerque salienta que a Madeira tem hoje uma situação de estabilidade política e económica. Tem apenas de fazer uma coisa: "Garantir a defesa das nossas instituições" e manter as "faculdades" dos madeirenses de decideirem, "democraticamente, realativamente ao seu destino coletivo".
Isto, porque, neste momento, "a Autonomia da Madeira está sob ataque, está sob pressão, está sob cerco". E se houvesse dúvidas sobre quem tem defendido os interesses da Madeira e dos madeirenses, Miguel Albuquerque lembrou que os deputados do PSD/M na Assembleia da República foram os únicos que votaram contra a Lei de Finanças Locais "que violava, de uma forma flagrante e vergonhosa, o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira".
"O Estado português não tem, no âmbito da Constituição e do Estatuto Político-Adminsitrativo, a possibilidade de utilizar ou arrecadar receita da Madeira sem a anuência democrática dos eleitos pelo povo madeirense", disse.
Miguel Albuquerque afirmou que não só os deputados do PSD votaram contra, porque em primeiro lugar estão os interesses da Madeira, como a Região irá requerer a insconstitucionalidade dessas normas. "Nos não podemos admitir que os nossos direitos de cidadania, autonómicos e de cidadãos que assumem integralmente a sua portugalidade, mas tambéma sua insularidade, sejam reiteradamente violados, como estão a ser em todas estas áreas."
Nesse sentido, afirmou que "nós temos de contar com a força da nossa população para defender os direitos de todos os madeirenses e porto-santenses".





