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Notícias
  Segunda, 23 Julho 2018

Miguel Albuquerque esteve hoje em São Martinho num Encontro com Militantes, onde falou sobre a “violação grosseira” dos poderes autonómicos da Região por parte do Governo de Lisboa com a anuência de cúmplices na Madeira.

 Para o presidente do PSD/Madeira a Região vive atualmente um quadro de bipolaridade política. “Por um lado temos o PSD, um Partido Autonomista, que defende os interesses dos madeirenses e porto-santenses acima de tudo em qualquer circunstância mesmo contra o seu próprio Partido”, sublinhou o Albuquerque, continuando: “Por outro lado, temos uma oposição – que nunca mudou muito – que defende de Lisboa, a subordinação dos interesses da Madeira, num projeto de tomada de poder.”

Criticando o “cerco” à Madeira levado a cabo pelo Governo das Esquerdas com o apoio dos “seus aliados” na Região, Albuquerque elencou várias “situações vergonhosas” que se têm verificado, nomeadamente o voto do Partido Socialista contra a revisão do subsídio de mobilidade aérea para os residentes na Região, os 30 milhões prometidos e que não chegaram à Região para apoiar as vítimas dos incêndios de 2016, e a nova Lei das Finanças Locais.

“O que temos assistido tem sido a situações absolutamente caricatas. Recentemente a situação do PS ter votado, com os seus deputados eleitos pela Madeira, contra a resolução que impõe que o Estado assegure que os madeirenses paguem apenas os 86 euros para residentes e 65 euros para os estudantes”, disse Albuquerque, sublinhando que até nesta matéria “o Partido Socialista votou contra.”

Outra situação, diz respeito à nova Lei das Finanças Locais. “Mais uma vez, uma violação grosseira dos poderes autonómicos, afetando receitas da Região a situações das autarquias loca e violando mais uma vez o Estatuto e a Constituição.”

Finalmente Miguel Albuquerque exigiu que a República cumpra com a promessa de alocar os 30 milhões de euros para as vítimas dos incêndios. “Mais uma promessa, um compromisso deste governo das esquerdas que não é cumprido”, constatou, criticando o silêncio dos “senhores” que estão na Região ao serviço do PS e de Lisboa. “Havia de ser bonito se um dia eles mandassem na Madeira. Seria pior do que no tempo da velha senhora”, rematou o presidente do PSD/M.