"O Orçamento do Estado para 2019, publicado no início da semana, veio trazer más notícias para os madeirenses, especificamente no que diz respeito ao novo hospital. Desde o ano de 2015 que o Governo Regional definiu como uma das suas prioridades a construção do novo hospital e desde então temos vindo a procurar o compromisso por parte do Governo da República e do primeiro-ministro de que o Estado financiaria essa obra decisiva para os madeirenses". Foi desta forma que o deputado João Paulo Marques decreveu o processo do novo hospital numa iniciativa realizada hoje, no Campo da Barca, junto a um dos cartazes do PSD sobre esta temática e que lembra, justamente, que este é também um compromisso que o Governo Regional está a cumprir.
"A Madeira tem feito o seu trabalho de casa", afirmou o deputado, recordando que a Região tem cumprido com a sua parte, quer seja na apresentação do novo projeto, quer também no início do processo de expropriações.
João Paulo Marques recordou, igualmente que, em deslocações à Madeira e por mais do que uma vez, o Primeiro-ministro "assumiu um compromisso pessoal e decisivo com os madeirenses. Disse que pagaria 50% da construção do novo hospital e do equipamento desse obra de saúde. Ora, com a publicação do Orçamento do Estado, a esperança de termos o apoio da República rapidamente passou a desilusão".
O deputado refere que "o prometido apoio de 50%, agora, pelos vistos, é apenas 13% e, ainda mais grave, assiste-se a um "recuo inaceitável do Primeiro-ministro" e à "falta de palavra" do mesmo para com os madeirenses.
Considera, por isso, que este Orçamento do Estado para 2019, não só é uma "desilução" como representa "uma oportunidade perdida" para a Madeira, para os madeirenses e para o futuro do novos hospital.
O deputado sublinha que, "se for necessário avançar, a Região avançará, porque primeiro estão os madeirenses e depois estão os interesses partidários", esperando que o Primeiro-Ministro "tenha a mesma opinião".
"Da parte do PSD será apresentada uma proposta que clarifique, de uma vez por todas, qual é o papel que o Estado quer assumir no novo hospital da Madeira", ressalvou, garantindo que os interesses dos madeirenses está "acima de qualquer luta partidária".





