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Notícias
  Sábado, 18 Julho 2020

O Grupo Parlamentar considera que a Madeira foi um exemplo ao nível nacional e internacional no combate à Covid-19.

Numa iniciativa realizada junto à entrada do Hospital Dr. Nélio Mendonça, onde está instalada a Unidade dedicada à pandemia, a deputada Conceição Pereira salientou que esta doença levou a que a Madeira precisasse de adotar medidas específicas, no sentido de evitar a propagação da infeção, tendo a preocupação de proteger a população, os doentes e os profissionais de saúde.

Face a este cenário, sublinhou a deputada, ao Orçamento da Região para 2020, apresentando em janeiro deste ano, “foi necessário apresentar um orçamento suplementar em que a maior percentagem se destina à saúde, na ordem dos 115 milhões de euros, para fazer face aos gastos já realizados e aos futuros que poderão ocorrer”.

“Nós sabemos que foi necessário adquirir material de proteção individual, máscaras, luvas. batas, ventiladores para adultos e para crianças, e outro tipo de material, inclusivamente de desinfeção e divisórias acrílicas, assim como criar espaços próprios. Até na parte de informática, para se conseguir controlar os doentes, foi preciso fazer aquisições. Tudo isso levou a um acréscimo de gastos e à necessidade de mais verbas disponíveis.”

A deputada sublinhou que esta pandemia levou também a uma outra mobilização do pessoal, lembrando que, desde março deste ano, cerca de 510 profissionais de saúde, a maior parte médicos e enfermeiros, estão adstritos à unidade de cuidados específicos Covid, o que implica também mais custos.

Conceição Pereira acrescentou que nos aeroportos da Madeira e Porto Santo estão 100 profissionais, assegurando um serviço de forma permanente.

Além disso, e de todo o material que já foi adquirido, a deputada referiu que é também necessário pensar no futuro e na possibilidade de um agravamento da pandemia, com a realização de mais testes e aquisição de nova medicação que, eventualmente, possa surgir, pelo que a Região tem de estar dotada de verbas para precaver essa situação.

“Tudo indica que haverá um agravamento nos próximos meses e esse agravamento não tem a ver apenas com a reabertura da Região, nomeadamente ao Turismo, mas com o aproximar da época do Outono e da gripe e, com certeza, que as duas infeções vão coexistir”, disse, salientando que “as autoridades regionais estão a fazer diligências no sentido da vacina da gripe, este ano, começar a ser administrada logo no início de setembro”, de modo a minimizar a situação geral.