02/03/2024

“MADEIRA PRIMEIRO” defende atualização dos valores de financiamento do Estado à obra do novo Hospital

Destacando a obra do futuro Hospital Central e Universitário da Madeira como “uma obra de referência no panorama nacional” e sublinhando que, na área da Saúde, a Região tem cumprido e tem sido, aliás, o exemplo do que deve ser um serviço público de saúde, ao contrário do que sucede no restante território português, a candidatura “MADEIRA PRIMEIRO” garantiu, hoje, pela voz da candidata Paula Margarido, que irá continuar a reivindicar aquilo que é justo, por parte do Estado, no que toca a este investimento, num processo que não tem sido fácil desde o seu arranque.

Em causa, explicou a candidata, está o facto dos valores apurados inicialmente estarem, hoje e à luz do aumento da inflação e do consequente agravamento dos preços, bem como da guerra na Europa e no Médio Oriente, desatualizados, num montante que o Estado deve corrigir, agora que finalmente foram acertadas as resoluções relativas à comparticipação dos 50% da obra.

“O apoio em 50% a esta obra, sendo positivo, deixa de ser positivo se não considerar o preço com a taxa de inflação atual e portanto não vamos desistir, o Governo Regional da Madeira e o PSD não vão desistir, até porque isto representa mais uma discriminação que prejudica os Madeirenses e Porto-Santenses, todos os que aqui residem e, inclusive, quem nos visita”, garantiu, na ocasião, a candidata, lembrando que o PSD/M apresentou ao Orçamento do Estado para 2024, uma proposta que visava, precisamente, que o Governo da República assumisse esses custos acrescidos decorrentes da inflação, proposta essa que foi chumbada pelo PS.

Paula Margarido que, a este propósito, deixou claro que o agravamento de preços e a consequente atualização de valores nos investimentos já foi assumida pela própria Comissão Europeia, além do Governo da República ter também reconhecido que existiam investimentos nacionais que viriam a ter um impacto muito superior e que a diferença seria suportada via Orçamento do Estado, pelo que a Região não deve, mais uma vez, ser excluída de qualquer atualização.

“Há que melhorar, a Madeira não se resigna e precisamos do apoio da República, nesta Região que também é Portuguesa”, rematou.