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Decorreu hoje, na Assembleia Legislativa da Madeira, o primeiro debate mensal da Legislatura, sob a temática da economia, com o presidente do Governo Regional a apresentar os principais indicadores económicos, que revelam o crescimento da Região.

Números que foram rebatidos pela oposição, a quem o Grupo Parlamentar do PSD fez questão de elucidar, apresentando os dados oficiais.

O próprio líder parlamentar do PSD disse não se regular por números trazidos por agências da comunicação, mas por aqueles que são publicados no INE. E, lembrou, é o INE que diz que a Madeira cresce há 75 meses. É também o INE que diz que somos a Região que mais cresceu desde 2015 e a que mais emprego recuperou, nesse mesmo período de tempo, passando de uma taxa de 15,8% para 6,9%.

Jaime Filipe Ramos salientou que o INE também diz que estamos a bater recordes no PIB per capita, que somos a região que tem a balança comercial mais baixa e que mais impostos baixou. E, a este propósito, lamentou que aqueles que tanto falam de impostas sejam os mesmos que aplicaram taxas como a derrama, que queriam agora triplicar, referindo que é preciso ter coerência naquilo que se defende.

Neste enquadramento, afirmou que "há quem seja um verdadeiro mestre da mentira", no Parlamento, recordando que há quem tenha dito que ia cumprir o mandato até ao fim na Câmara Municipal do Funchal, e não o tenha feito, e que afirmou que não queria ser deputado, mas está hoje no Parlamento.

Também o deputado Carlos Rodrigues afirmou que o "PS pretende vender uma narrativa de que estamos a fazer tudo mal (...) A pergunta que eu coloco é: se em vez de perderem tanto tempo a manipular e a distorcer os números e a fazerem comparações desprovidas de sentido, não seria mais útil, explicarem porque é aqueles que estão a fazer tudo mal estão a fazer  melhor do que alguns que usam como termo de comparação".

E deu, como exemplo, dois indicadores. A taxa de risco de pobreza, "que é tão propalada pelo PS", que na Madeira é de 27,8%, enquanto que, nos Açores, é de 30,2% e, nas Canárias, é de 32,1%. E lembrou que os "espaços insulares têm características que propiciam a isto e ainda assim a Madeira, pequena como é, apresenta uma taxa de risco de pobreza, abaixo dos Açores e abaixo das Canárias".

Referiu também a taxa de desemprego, que, na Madeira, é de 6,9%, abaixo da taxa dos Açores, que é de 7,1%, recordando Carlos Rodrigues que, em 2015, na nossa Região, esta taxa era de 15%. Já as Canárias, que tem uma economia evoluída, apresenta uma taxa de 21,2%, "três vezes mais do que a Madeira".

E aconselhou os deputados da oposição a usarem os "números com inteligência".

Carlos Rodrigues acrescentou que o PS entrou nesta legislatura a dizer que "queriam ser diferentes", mas para isso deviam ser "construtivos e não estar numa política de bota abaixo". Não passa, por isso, de "uma manobra de marketing falhada, um invólucro sem conteúdo".